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Vírus em rede social eleva risco de roubo

18/05/2011 23:00

Links e fotos são porta de entrada para intrusos e aumentam os riscos de roubo de dados, dizem especialistas Empresas não estão imunes aos ataques maliciosos; no Brasil, companhia teve folha de pagamento alterada

Os mais recentes episódios de infecção de vírus em perfis de redes sociais, que se disseminam principalmente por links de texto ou fotos acessados indevidamente, são alerta para empresas e usuários finais sobre a possibilidade de roubo de dados.

Segundo especialistas ouvidos pela Folha, entre os riscos está a disseminação dos chamados códigos maliciosos por meio de redes como Facebook, Orkut ou Twitter.
Dois incidentes nesta semana chamaram a atenção dos usuários do Facebook para o problema. Um deles envolveu o link para um suposto vídeo com uma luta de vale-tudo e o outro atraía o usuário com o anúncio de imagens pornográficas.

"Nos dois casos aconteceu sequestro do botão "curtir". Quando o usuário clicava para ver, a partir da sugestão de um amigo, a imagem já era recomendada para sua própria rede de contatos", afirma Eduardo Dantona, da empresa de segurança Panda Security Brasil.

Procurado, o Facebook afirmou que possui diretrizes de segurança para orientar os usuários.

Ainda não dá para avaliar os problemas para quem clicou nesses links, mas os episódios ilustram uma prática cada vez mais usada por crackers -hackers que roubam informações pessoais.

A partir desses links, os criminosos inserem pequenos programas no computador, imperceptíveis para a maioria, mas capazes de capturar informações bancárias, dados pessoais, senhas e até informações confidenciais.

As empresas não estão imunes. Um estudo feito no fim do ano passado pela Panda Security nos EUA mostra que um terço das 315 entrevistadas revelaram prejuízo com infecções trazidas a partir de redes sociais. Em quase 35% dos casos, as perdas superaram US$ 5.000.

PROPAGAÇÃO

A alta capacidade de propagação é uma das características das pragas. Segundo Ascold Szymanskyj, da F-Secure, em média cada usuário de rede social tem 120 amigos, mas capacidade milionária de propagação.

"Com uma mensagem transmitida a cada três elos de 120 amigos cada um, o poder de disseminação é de 1,7 milhão de pessoas, incluindo links maliciosos", diz.
Segundo Dantona, da Panda, isso levanta a necessidade da criação de políticas de segurança sobre ameaças vindas da internet.

Um incidente recente envolveu uma concessionária brasileira de serviços públicos -que não teve o nome revelado-, que teve sua folha de pagamento alterada a partir de uma invasão via internet. A conclusão veio porque a empresa restringe a leitura de pen drives e CDs.

"Não há como dizer que as redes sociais são inseguras; são as práticas dos usuários que tornam o ambiente mais ou menos seguro", diz Rafael Sampaio, da Future Security.



Tablet também precisa de antivírus

Na era da mobilidade adotada amplamente entre as empresas, as companhias especializadas em segurança alertam para a necessidade de proteção aos tablets.
"Esses aparelhos não estão livres. Embora sejam poucos, já existem códigos maliciosos direcionados tanto aos tablets quanto aos smartphones", afirma José Matias, gerente de suporte da McAfee.

Entre os alvos estão os sistemas operacionais iOS, da Apple, o Android e o Windows Mobile, que poderão ser protegidos com antivírus.

Assim como os notebooks, os tablets são usados também para navegação pessoal e não estão imunes às tentativas de invasão e de roubo de dados.

"Os tablets podem servir de vetor de propaga- ção de ameaças para a rede corporativa", afirma Matias.

No Brasil, estima-se que o setor corporativo comprará, ao longo do ano, pelo menos 200 mil tablets.

Colaboração:

 

Elisabete Cristina Florindo Crispim

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